quinta-feira, 5 de abril de 2012

Aprendendo com a Dialética, nos transformamos em pessoas melhores, e assim podemos enxergar e lutar por um mundo melhor!

sexta-feira, 9 de março de 2012

Por que viemos pro Japão?

Por que viemos pro Japão?
O princípio do livre arbítrio nos trouxe pra essa terra de trabalho bem remunerado, mais cada indivíduo trouxe na mala um sonho, um desejo próprio para ser realizado na sua maioria na terra natal.
Agora se começarmos a enxergar o universo que nos acolhe e fazemos parte, veremos muitas similaridades nas histórias de cada ser.
Então o acaso ocorre com freqüência e por eventualidades naturais, tomamos novos caminhos em nossos objetivos.
Enfatizo a nossa liberdade de escolha, pra não cairmos no enfadonho medo de assumir os percalços que ocorrem em nossas vidas, e ao invés de se superar a cada dia, ficar no marasmo de culpar alguém ou uma situação econômica ou financeira, pois o Japão não seria a única solução, mais sim a mais fácil.
Interessante seria cada um contar a sua história, sem culpas, ou culpados, pois a conjectura econômica é fato. vamos aprender juntos com nossas histórias!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Não sabemos de tudo, do completo se existe, pois a sabedoria é infinita, mas do pouco que sabemos nos faz melhor, então buscamos o conhecimento pra tal, e não desdenhamos da nossa ignorância, pois sempre temos muito que aprender.O mundo é pequeno ou grande, depende do quanto conhecemos...
http://pensador.uol.com.br/colecao/kondolito/

terça-feira, 16 de agosto de 2011

A montanha e seus caminhos


Desta vez programei o dia de subir, preparado com o mínimo necessário pra enfrentar os percalços de um projeto, pedalei por 7 km, num calor de 35 graus, até chegar exausto na entrada Aratani, acima de mim 2.200 metros de trilhas, de terra, de raízes, de pedras, de rochas e larvas vulcânicas.
O medo do desconhecido e a paisagem sombria dos templos antigos e abandonados me assustava, mas na vida temos que arriscar pra conseguir atingir nossos objetivos. Segui pela trilha acima e aos poucos o medo foi se dissipando, e a paisagem agora era mais natural de uma mata densa, cheio de insetos de toda espécie, principalmente o maldito mosquito zumbindo no meu ouvido. (é ainda não estou nada zen.)
Notei pelos sinais na trilha que mais pessoas subiam a montanha, cada qual com seu motivo, mas todos com um objetivo em comum, atingir o topo.
O perigo constante de trilhas sinuosas beirando o precipício de galhos e folhas abaixo, e os pisos desnivelados, agora era a minha preocupação.
Apesar do cansaço físico, a mente me incentivava e os olhos me guiavam. Percebi que não devemos dar longos passos ao subir degraus acima das condições físicas, pois isso me fazia dispensar mais energia e a perna sentia a Dor, desse modo não chegaria, então busquei caminhar por caminhos laterais, mais planos ou pelos cursos que as águas formaram, e algumas paradas pra recuperar as energias e apreciar a paisagem, que mostrava o quanto nós somos pequenos, mas com a força de milhões somos capazes de fazer grandes maravilhas nesse imenso planeta. (Agora, por exemplo, estão construindo o estádio do Corinthians.)
Aos poucos as montanhas vizinhas se tornaram baixas, mas cheias de belas formas e contornos, e a temperatura estava mais baixa também, sinais de que o topo estava próximo, então por uma trilha estreita e cercada de arbustos, passei com tranquilidade de quem fez um bom percurso. Para alegria dos meus olhos, uma clareira com uma casinha, mas ainda não era o topo, caminhei mais 50 metros entre arbustos e uma clareira maior me apareceu, mais uma pequena subida e estava eu sob o topo do Hinoyama.

Um novo templo ali foi construído, e no gramado ao seu redor vi crianças com os pais na sobra de uma arvore, e um velhinho que mal conseguia andar chegando pra se juntar aos que ali já se encontravam. Então me perguntei, de onde eles vieram, então notei várias saídas da clareira, portanto pra se atingir o topo, vários caminhos podem ser percorridos, e cada um vai ter a sua felicidade da realização, talvez proporcional ao sofrimento sentido na subida, ou talvez do tamanho do esperado com o que realmente foi encontrado, ou até mesmo da forma como encaramos os desafios, aprendendo a trabalhar com as adversidades da vida. Caminhar e subir sempre!